05 janeiro 2013

Julieta, de Anne Fortier

Postado por Renato Nascimento às 05:00
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TítuloJulieta
Autor: Anne Fortier
Número de páginas: 448
Editora: Sextante - Selo Ficção
Nota 3 de 5
   Julie Jacobs e sua irmã gêmea, Janice, nasceram em Siena, na Itália, mas desde os 3 anos foram criadas nos Estados Unidos por sua tia-avó Rose, que as adotou depois de seus pais morrerem num acidente de carro. Passados mais de 20 anos, a morte de Rose transforma completamente a vida de Julie. Enquanto sua irmã herda a casa da tia, para ela restam apenas uma carta e uma revelação surpreendente: seu verdadeiro nome é Giulietta Tolomei.
   A carta diz que sua mãe havia descoberto um tesouro familiar, muito antigo e misterioso. Mesmo acreditando que sua busca será infrutífera, Julie parte para Siena. Seus temores se confirmam ao ver que tudo o que sua mãe deixou foram papéis velhos – um caderno com diversos esboços de uma única escultura, uma antiga edição de Romeu e Julieta e o velho diário de um famoso pintor italiano, Maestro Ambrogio. Mas logo ela descobre que a caça ao tesouro está apenas começando. O diário conta uma história trágica: há mais de 600 anos, dois jovens amantes, Giulietta Tolomei e Romeo Marescotti, morreram vítimas do ódio irreconciliável entre os Tolomei e os Salimbeni. Desde então, uma terrível maldição persegue essas duas famílias.

   Não sou muito fã de autores que usam clássicos para escrever seus livros, mas quando solicitei esse livro, tinha abacado de ler Romeu Imortal, que apesar de ser mediano, me deixou no pique para conferir outras variações de Romeu e Julieta. Não sabia muito o que esperar do livro. Na contra capa, uma citação diz: "[...] poderíamos chamar de O Código Da Vinci para mulheres inteligentes e modernas". Beleza. Eu adoro Dan Brown e o estilo dos livros dele, então parece ser bom mesmo.
   Julieta começa no ponto perfeito, sem enrolação: tia Rose morre logo no início do livro. Julie parte para Siena e temos o início de uma história bem elaborada, bem escrita e bem desenvolvida, mas com seus pontos fracos. 
   No desenvolver do livro,conhecemos mais a fundo Julie Jacobs - ou Giulietta Tolomei - e confesso que não sou muito fã dela. Por diversas vezes quis entrar no livro e mandar ela acordar. Ela fica esperando as coisas acontecerem, e demora um pouco pra entrar no ritmo da história. Caramba, ela tem um mapa do tesouro, as pistas e nada de dinheiro no bolso. Eu teria revirado Siena de cabeça pra baixo nas primeiras páginas. 
   Então, Giulietta começa a conhecer seus parentes e até mesmo Eva Maria Salimbeni - sim, pertencente á família inimiga dos Tolomei. Falando em Eva Maria, ela é uma incógnita para mim até agora. No livro todo Pepo Tolomei, primo e padrinho de Giulietta, dizia para não confiar nos Salimbeni, mas a idiota continuava confiando e confiando. No final do livro temos uma justificativa para as ações de Eva Maria, mas ainda não fiquei sabendo se ela é boa ou má. 
   A escrita de Anne Fortier é muito boa e bem detalhada, talvez até demais. Quando ela começava a descrever demais, pulava um pedacinho. Sei que isso é feio, mas saber equilibrar é bom. O desenvolvimento da história é lento (como nos livros do Dan Brown), então só pelo meio do livro as coisas começam a tomar um rumo legal. 
   Janice é a personagem da ação -  alegre, bem resolvida e maluca, aparece na hora certa pra esquentar o livro e se torna uma personagem muuuuito legal, a minha preferida. Umberto é o mordomo na casa da tia Rose, e acaba tendo um papel importante na finalização do livro.
   Alessandro Santini é o cara com quem Giulietta implica, e fica naquela coisa de "eu odeio você" e blábláblá. Mas lembrem-se: quem desdenha, quer comprar, e compra! A autora tentou passar a imagem de bad boy, mas para mim ele foi um personagem tão morno quanto Pepo Tolomei, que aparece umas cinco ou seis vezes. 
   O final do livro não é dos melhores - temos muitos floreios e pouca ação. Alguns fatos e revelações foram só para acrescentar algumas páginas, É um final satisfatório, mais ou menos aquela coisa de "eu esperava por isso". 
   Resumindo, o livro é ótimo para se distrair, mas não é uma obra fantástica. O trabalho editorial da Arqueiro é incrível, a capa é linda e a diagramação perfeita. 



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