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16 novembro 2011

Resenha - Frankenstein de Mary Shelley

Postado por Renato Nascimento às 07:30 1 comentários
Título: Frankenstein
❖ Autor(a): Mary Shelley
❖ Editora: Scipione
❖ Número de Páginas: 104
❖ ISBN: 8526220381
 Onde Comprar
Submarino (Várias versões)
Avaliação Final: 10/10

F R A N K E N S T E I N

    Victor Frankenstein, estudante de Ciências Naturais, decide "brincar de Deus" e dar vida á uma criatura. Sim, ele consegue, e sua criatura acaba se tornando um verdadeiro monstro.


     Não achei uma sinopse do livro, então escrevi essa aí em cima. Frankenstein se tornou um nome tão popular que as pessoas o usam como sinônimo de "monstro". O nome do "monstro" do livro nem é esse!
     Eu nunca havia lido esse clássico, e então, bateu a curiosidade e eu peguei na biblioteca pra ler e só tinha essa adaptação e esperava uma história de horror, drama e totalmente assustadora. Bem, o livro não é nada disso.
     O livro começa com Victor Frankenstein sendo resgatado do gelo por um barco que ia até o Polo Norte. Então, dentro do navio, Victor fica muito amigo do capitão, e decide lhe contar o que faz naquele lugar e o que está procurando. E aí temos o início do livro. Eu simplesmente não consigo considerar "Frankenstein" como um livro de horror! Não há horror! Não há terror! É a uma grande lição de vida! O livro nos faz perguntar: "Quem é o verdadeiro Monstro da história?" e ainda por cima mostra como a sociedade julga pela aparência e é cruel com aqueles que não atendem os padrões.
     Essa é a história da criatura de Victor: alguém que foi criado e abandonado, aprendeu a viver sozinho mas não pode usufruir da vida que possuí pelo simples fato de ser horroroso. Na maior parte do livro, fiquei com pena dele (do monstro) e realmente entendi porquê ele virou um assassino. O livro também nos mostra como a vingança não leva a nada, e vai nos consumindo lentamente, até chegarmos à beira da loucura, e cometer atos de loucura pensando na infelicidade do outro, mostra o verdadeiro ser humano! "Frankenstein" tornou-se um dos meus livros favoritos, pelo simples fato de mostrar a realidade através de uma história de horror.
     Mary Shelley conseguiu deixar uma mensagem tão sútil e impactante entre as linhas, sem deixá-la interferir na história e nem citá-la em nenhum momento do livro. Você tira suas conclusões e o entende da maneira que quiser, mas sempre de um modo muito intenso! Mais do que recomendo esse livro!


09 novembro 2011

Resenha - O Coração de Salatiel de Kézia Lôbo

Postado por Renato Nascimento às 07:30 6 comentários

Título: O Coração de Salatiel
 Autor(a): Kézia Lôbo
 Editora: Dracaena
 Número de Páginas: 264
 ISBN: 9788564469136
 Onde Comprar
Dracaena (R$29,90) e Saraiva (R$34,90)
 Avaliação Final: 7,5/10

    O    C O R A Ç Ã O    D E    S A L A T I E L 


    Lenora está completando seu 18º aniversario, e está ansiosa para receber o misterioso presente que sua mãe lhe deixou antes de morrer. Além disso, ela tem ouvido boatos que Malghalad, o rei que governa Galahar, está destruindo a todos os que se rebelam contra ele e que possuem ou praticam qualquer espécie de magia. E que junto com o Feiticeiro Negro procura por um colar lendário perdido. A notícia a perturba, pois ela esconde um segredo: Lenora é uma Elemental do ar, a única que conseguiu sobreviver desde que Malghalad começou a matar os elementais. Porém sua vida muda quando recebe o tão esperado presente e descobre que é um magnífico colar mágico que os antepassados acreditavam serem lendas, chamado: O Coração de Salatiel, que foi forjado pelo Ser Mágico mais poderoso do início das eras. Agora ela terá que correr para salvar a sua vida. E com a ajuda de um mago cego, um guerreiro fracassado e um príncipe fugitivo, irá enfrentar fugas arriscadas para encontrar a resistência, conhecerá o deslumbrante mundo dos Seres Mágicos, descobrirá o valor do perdão, da amizade e do amor, e terá que enfrentar a maior responsabilidade de todas: salvar o povo de Galahar antes que tudo o que conhece seja destruído.

      Começaremos essa resenha super-sincera pelo estilo de escrita da autora e sua narrativa. Foi muito difícil se acostumar com o jeito em que ela narra toda a históra - ás vezes parecia faltar concordância - e não há muitos detalhes. E, se você vai começar a lê-lo, imagine que você está em uma conversa com a autora e ela está lhe contando a história, fica mais fácil de aceitar a escrita. Um ponto positivo neste livro é a rapidez com que a autora consegue fazer as coisas acontecerem, sem enrolação. Os grandes ápices do livro são esclarecidos antes do Gran Finale. Por outro lado, o livro é uma sucessão de previsões - não há surpresa alguma nos fatos - e isso tornou o livro um pouco "sem graça", por assim dizer.
      Agora, falaremos da história, da idéia, chame como for. Para alguns, pode parecer meio clichê, mas eu gosto de definir como clássico. Magos, reis, o bem, o mal, poderes, cavalos e inimigos. Sim, o livro tem tudo isso e ainda sim consegue ser um pouco original, por introduzir criaturas novas, como os Krakes, os Enteais e os Seres Mágicos Porém, como disse anteriormente, é tudo previsível e você não se surpreende com o rumo que ela toma e o ponto que chega.
      Não, eu não odiei o livro, mas também não posso dizer que se tornou meu favorito. A idéia é realmente maravilhosa, e faz bem meu tipo: magia, lutas entre o bem e o mal. Mas, assim como em "Para Sempre" o estilo da escritora acaba tornando o livro chato. Em nenhum momento pensei em abandonar a leitura. Pelo contrário, queria terminar o quanto antes. Este fato me intriga muito: como um livro totalmente previsível consegue te prender tanto? Eu realmente não entendi isso, mas mesmo que eu soubesse tudo o que estava para acontecer queria terminar o livro logo! Não era desespero para me livrar da leitura, mas sim uma espécie de força que me atraía para o livro. Não, eu não sou louco, e nesse ponto, parabenizo muito a Kézia.
      Não posso terminar essa resenha sem dizer algo sobre a capa e a diagramação. A capa do livro é simplesmente perfeita e mostra em uma única imagem, tudo o que Lenora passou durante o livro. Não mudaria nada. A diagramação foi um caso sério nesse livro. Pra quem não sabe, ganhei ele em uma promoção. Durante todo o livro, vi vários erros de diagramação e até de digitação. Lembro-me claramente de que estava escrito "dobre" em vez de "sobre" em um diálogo, e que no começo do capítulo XII, repetiram o mesmo parágrafo duas vezes. Isso me decepcionou muito, e em breve estarei encaminhando um e-mail para a Dracaena para informar o problema, assim ele não se repete em outros livros. 

26 outubro 2011

Resenha — Sangue de Lobo - Rosana Rios e Helena Gomes

Postado por Renato Nascimento às 09:50 5 comentários
 Título: Sangue de Lobo
 Autor(a): Rosana Rios e Helena Gomes
 Editora: DCL
 Número de Páginas: 520
 ISBN: 9788562525353
 Onde Comprar
 Avaliação Final: 9,5/10

S A N G U E   D E   L O B O

      Em  'Sangue de Lobo', um antigo original de um livro que conta uma história de mistério e morte jaz esquecido num pequeno museu em um restaurante no sul de Minas Gerais. Duas jovens, Ana Cristina e Cristiana, em viagem com a família de Ana, encontram-no e leem a história. Elas ficam assustadas, pois o enredo do livro retrata exatamente o jogo de RPG que elas criaram com amigos em São Paulo. E o mais curioso - a história se passa na cidade onde vão passar as férias. Foi lá que ocorreram crimes em série no início do século XX. E, no mesmo local, 100 anos depois, volta a acontecer uma sequência sinistra de mortes - oito macabras bonecas de porcelana parecem corresponder às vítimas de um insano assassino serial. As histórias do presente e do passado se misturam a partir do lobisomem Hector, um jovem inglês do passado que luta contra a maldição da Lua Cheia.
   
   Agitado. A palavra que defiine este livro, é, sem dúvidas, agitado. Não tem uma página sequer que não tenha aventura e mistério. Este foi o primeiro livro sobrenatural brasileiro que li, e não me decepcionei em nenhum momento.
Rosana e Helena conseguiram me prender desde a primeira página, quando o grupo está jogando RPG. Aí você pergunta: RPG em um livro? Eu digo sim! E todos os pontos para elas.   Amo jogar RPG, que, pra quem não sabe, a tradução é "jogo de interpretação de personagens". Um dos melhores pontos do livro é quando elas começam a ler o Coração Selvagem e a história é idêntica ao RPG que jogavam, mas, como é um dos melhores pontos, tem seu ponto baixo também: Elas intercalaram capítulos do livro antigo com o presente, e isso me deixou um pouco confuso. Primeiro, aparece a Merência criança, e na página seguinte temos uma Merência idosa e aparentemente com demência senil. Aí eu fiquei tipo: WHAT? Como assim tem duas pessoas com o mesmo nome? Somente depois da Parte II (o livro é divido em duas partes) é que uma luz apareceu e finalmente explicaram que eram os capítulos do livro.
   Outro ótimo ponto da história é o ritual que o Hector faz para tirar o fator L do seu sangue. Até aí tudo bem, mas o melhor acontecimento do ritual está escrito na contra capa, então você lê o clímax do livro antes mesmo de começá-lo, e isto me decepcionou e muito!

     Ela estava dentro do heptágono, atravessara a barreira e encontrava-se agora à mercê do lobo. Tinha consciência de que aquela transformação era o último esforço do que restara do Fator L no sangue dele, a tentativa extrema da fera para saciar a fome premente.
Ele arreganhou os dentes de novo, satisfeito. Saltou sobre a garota e derrubou-a no chão frio. Ela não podia escapar. Não havia amarras sociais, nenhum comportamento padrão a ser seguido, nenhuma regra imposta a ser obedecida.
Havia apenas o predador e sua vítima.
    Ela viu um brilho de reconhecimento nos olhos que a fitavam de perto... como se uma sensação o atingisse de repente. O animal a conhecia. E sabia que, se matasse daquela vez, se experimentasse a carne humana, sua redenção se tornaria impossível. O Ritual seria inútil.
     A fome venceu. Ele arreganhou os dentes e já ia encaixá-los no pescoço da presa, quando ela reagiu. Com um soluço arrancado do fundo de sua alma, firmou as mãos.
– Eu te amo, Hector – sussurrou.
      E cravou o punhal de prata no coração do lobisomem.
      
      Mas, apesar dessas decepções, que resultaram em uma nota de 9,5, recomendo o livro. A escrita é simples e flui rapidamente, demorei duas noites para lê-lo por inteiro, e o final é muito bom! Mas, ainda acho que o preço do livro está um pouco salgado demais, por iso peguei ele na biblioteca da escola. Espero que tenham gostado, comentem e não deixem de participar da Promoção!

24 outubro 2011

Resenha — O Retrato de Dorian Gray - Oscar Wilde

Postado por Renato Nascimento às 10:02 0 comentários

Título: O Retrato de Dorian Gray
 Autor(a): Oscar Wilde
 Editora: Nova Cultural
 Número de Páginas: 238
 Onde Comprar: Saraiva (R$34,90 - Outra edição)
 Avaliação Final: 8/10

 Inteligente. Gosto de definir os livros em uma palavra, e este é o que podemos chamar de inteligente. Não achei nenhuma sinopse do livro, então farei uma resenha contando um pouco da história.

   Dorian Gray é um adolescente de 17 anos que possuí uma beleza incrível, e é admirado tanto por homens quanto mulheres. Devido á isto, Basílio Hallward, pintor e grande admirador e amigo de Dorian, decide pintar um retrato para imortalizar a juventude do garoto. Quanto este termina o quadro, Lorde Henry Wotton está em sua casa, e Dorian acaba conhecendo-o. Posso definir Dorian como um menino, afinal, ele era pura inocência e beleza, ingenuidade e beleza. Parece-me que não tinha nenhuma ideologia na mente. Lorde Henry é um aristocrata cínico, sarcástico e adora viver com intensidade. Este, em uma conversa com Dorian, coloca em sua cabeça coisas que ele nunca havia pensado, principalmente a idéia de que um dia ele envelhecerá e não será mais belo. Então, em um desejo louco, Dorian declara que desejaria que o quadro envelhecesse em seu lugar, e ficasse com todo o peso da vida e dos pecados cometidos.

   E a partir daí temos nossa grande história. Dorian se torna muito amigo de Lorde Henry, e acaba se tornando uma cópia do homem. É sempre "O Harry disse", " O Harry Pensa". Não tem uma personalidade, e no decorrer da história, acaba se tornando um assíduo pecador, coração de pedra, sarcástico e faz tudo sem pensar.
   Chega de falar da história, se não vira spoiler. O modo como Dorian muda é incrível, ele passa de ingênuo á perverso facilmente, seduz mulheres e depois despreza, ele vira um verdadeiro monstro, enquanto ele mantem a beleza da juventude e o quadro absorve tudo. O retrato chega até a ficar manchado de sangue por um crime cometido por Dorian. O final é surpreendente, e o livro nos mostra a que ponto uma pessoa pode chegar para manter a beleza e a juventude. A narração do livro é normal, tem umas palavras bem complicadas, mas é porque eu peguei uma edição antiga pra ler. O autor escreve super bem, e cada palavra nos faz imaginar a cena. Adorei o livro, recomendo se você quer uma leitura inteligente e diferente !

16 outubro 2011

[Resenha] As Crônicas de Nárnia - C. S. Lewis

Postado por Renato Nascimento às 01:02 0 comentários
Título: As Crônicas de Nárnia - Volume Único
Autor(a): C. S. Lewis
Editora: Martins Fontes
Número de Páginas: 792
Onde Comprar: Submarino (R$ 97,50)
Avaliação Final: 100000/10

 Viagens ao fim do mundo, criaturas fantásticas e batalhas épicas entre o bem e o mal - o que mais um leitor poderia querer de um livro? O livro que tem tudo isso é O leão, a feiticeira e o guarda-roupa, escrito em 1949 por Clive Staples Lewis. Mas Lewis não parou por aí, Seis outros livros vieram depois e, juntos, ficaram conhecidos como As crônicas de Nárnia.

 Resenha 
Isso está bem longe de ser uma resenha, afinal, sou totalmente suspeito pra falar d'As Crônicas de Nárnia, mas aí vamos nós. O universo que C.S. Lewis criou está longe de ser interessante, inteligente, bonito ou mágico. É magnífico em todos os sentidos, e por isto considero estes como minha série favorita. 

A primeira série que li foi Harry Potter, e realmente era incrível. Porém, no final do mesmo ano, ganhei o volume único d’As Crônicas de Nárnia, que estava em promoção no Submarino (está em promoção agora também). O que digo agora é sem dúvidas ou remorsos: Crônicas de Nárnia é mil vezes melhor que Harry Potter. Podem atirar pedras se quiserem, mas continuarem com esta opinião.

Nárnia conseguiu me encantar mais do que Hogwarts, e o Lewis tem um jeito de narrar a história como se tivesse contando algo que ele presenciou ou ouviu da boca dos protagonistas (Pedro, Susana, Lúcia e Edmundo). A cada palavra lida, é como se estivéssemos dentro do mundo mágico e correndo junto com eles.  Não há muito o que falar do livro, pois tudo se resume em M-A-G-N-Í-F-I-C-O. Nada de negativo, eu simplesmente não consigo achar nada de ruim nos livros das Crônicas. Mais do que perfeito, é recomendadíssimo, e se você acha que os filmes não são legais, leia os livros, você vai se surpreender.

13 outubro 2011

[Resenha] Arthur e os Minimoys - Luc Besson

Postado por Renato Nascimento às 14:30 0 comentários
Título: Arthur e os Minimoys
Autor(a): Luc Besson
Editora: Martins Fontes
Número de Páginas: 255
Onde Comprar: Livraria Cultura (R$49,80)
Sinopse: Arthur é um garotinho de 10 anos às voltas com os problemas do mundo dos adultos. Seu avô está misteriosamente desaparecido, seus pais estão sem trabalho, e sua avó está prestes a perder a casa para um empresário maldoso. Mas nem tudo está perdido. Arthur sabe de um segredo que pode salvar a casa de sua avó - um tesouro escondido em algum lugar do jardim. Como encontrá-lo? Com muita aventura e fantasia, começa a história que leva nosso pequeno herói para um mundo mágico onde vivem pequeninos e encantadores seres - a Terra dos Minimoys.
Avaliação Final: 7/10




 Resenha  

Quando assisti o filme, achei incrível. Então, quando fui na biblioteca da minha escola e vi este livro, peguei imediatamente. Antes de começar a dar minha opinião, devo dizer que estou acostumado á livros que tenham um final, e se você não gostam de livros que o final está no próximo livro da série, não leia essa resenha e nem compre o livro. 

A narração é beeem simples e com muito humor, e o autor escreve de uma maneira que eu nunca tinha visto. Como podem ver na sipnose, Arthur é uma criança que tem que enfrentar problemas adultos. Mas, como sabemos, o coração das crianças são puros, e sempre acabam achando soluções que parecem impossível aos olhos adultos. A solução que Arthur encontra é achar um tesouro enterrado no quintal da casa da vovó, mas que ninguém sabe onde está. O livro não é parado e se desenvolve bem e com muita criatividade. A grande decepção do livro é que ele não têm um final. Não posso falar muito se não vira spoiler, mas te aviso que, quando for comprá-lo, compre todos os livros juntos. 

Porém, o fato de não ter um final não te deixa sem vontade de ler o próximo. Totalmente ao contrário. A decepção é encoberta pela vontade de ler o próximo, e nisto parabenizo Luc Besson. Recomendo o livro, desde que você tenha os outros.

 

Marco do Percurso Copyright © 2012 Design by Antonia Sundrani Modificado por Renato Nascimento