12 janeiro 2012

2x Novo Conceito » A Janela de Overton & Não Sou Este Tipo de Garota.

Postado por Renato Nascimento às 12:59
Reações: 
» Título: A Janela de Overton
» Autor(a): Glenn Beck
» Editora: Novo Conceito (cortesia)
» Número de Páginas: 384
» ISBN: 9788563219350
Avaliação Final
3/5 - Bom!

Um plano para destruir os EUA vem sendo preparado há cem anos, e agora está prestes a ser colocado em prática... Alguém será capaz de impedi-lo? E se você descobrisse que tudo em que você acreditou até hoje não passa de uma grande farsa? Que a roupa que você veste todos os dias pela manhã, assim como o carro que você dirige não são escolhas suas? Que o governante que você elegeu na última eleição para comandar sua cidade e seu país também não depende de você? E se chegasse à conclusão de que toda autonomia e livre-arbítrio que você julga ter, na verdade, atendem a um outro comando que não as suas ideias e a sua própria vontade?


    Este é um livro que gerou diversas opiniões diferentes. É difícil falar sobre ele por dois motivos: eu não sei nada da constituição dos EUA, e também não conheço sua história. As notas do tradutor no rodapé ajudaram, e muito, mas mesmo assim o livro ficou um pouco "perdido" pra mim.
    Nunca tinha lido nada desse tipo, e também nunca acreditei em teorias conspiratórias, o assunto realmente não me interessa. Mas mesmo assim, tive curiosidade de ler esse livro. E agora, minha opinião sincera.
    A trama é bem-montada, e um pouco "exagerada", por assim dizer. A chance de tudo o que Beck escreveu se tornar realidade é mínima, talvez abaixo da mínima. Até agora não entendi direito qual era o tal plano dos cem anos, nem o que isso tinha a ver com a bomba. Acho que no livro tínhamos três lados: Arthur Gardner, aquele que planejou; Molly, aquela que tenta deter o plano de maneira sutil  e os Terroristas., aqueles que tentam resolver os fatos da maneira mais drástica possível. 
    O que faltou no livro foi um pouco de surpresas, pois só fiquei impressionado uma única vez, o resto foi bem morno. 
    Os personagens são bem montados e conseguem nos enganar, mas Noah Gardner não tem cara de ser protagonista. Achei ele fraco demais, sempre submisso aos comandos do pai. Teve momentos em que eu pensei: "Levanta dessa cadeira e imponha sua opinião, anta!". Ele me irritou muito nessas partes, e eu odeio protagonistas que me irritam. Um caso deles foi Para Sempre, da Alyson Nöel. Só não dou uma nota baixa para este livro porque ele é inteligente e bem-pensado, mas não é um livro que eu compraria. 
    Se você gosta de conspirações, vale a pena. Se você nunca se interessou pelo assunto, é uma decepção. 


booktrailer







» Título: Não Sou Esse Tipo de Garota
» Autor(a): Siobhan Vivian
» Editora: Novo Conceito (cortesia)
» Número de Páginas: 248
» ISBN: 9788563219381
Avaliação Final
3/5 - Bom!


'''Na minha visão de veterana, a orientação aos calouros é uma perda de tempo colossal.Se fosse por mim, as coisas seriam bem diferentes. Somente três coisas seriam transmitidas aos garotos para que vivessem uma experiência de sucesso no ensino médio: fazer a lição de casa, usar camisinha e passar desodorante nos sapatos de couro. Por outro lado, ao aconselhar as meninas, diria que confiar em garotos é igual a beber e dirigir. O fato de se tomar uma ou duas cervejas nunca parece perigoso no começo. Mas para mim, era óbvio: por que alguém iria correr o risco? (...) Era o tipo de informação que poderia salvar a vida de uma garota (...) Momentos constrangedores tinham uma vida útil surpreendente na escola (...) 
A vida é feita de escolhas, e Natalie Sterling se orgulha de suas decisões. Mas será que agora conseguirá escolher o caminho certo? Ainda continuará sendo o mesmo tipo de garota até a formatura? “Siobhan Vivian desafia as suposições sobre o sexo na escola e envia uma mensagem positiva sobre aceitação, perdão e amor.” Este era seu último ano do colégio. Entrar na universidade, ser presidente do conselho estudantil e passar todos os dias com sua melhor amiga era tudo o que Natalie havia planejado. Ela sempre foi estudiosa, a melhor da classe. Não era o tipo de garota comum na Academia Ross, pois se reocupava muito com sua reputação. Talvez até demais. Então, para sua surpresa, no início das aulas, uma caloura a reconhece por tê-la tido como babá anos atrás. Desse reencontro surgirão muitos acontecimentosem que Natalie será obrigada a fazer difíceis escolhas para os dilemas de sua vida no ensino médio, como qualquer adolescente. Seu último ano será repleto de decisões, indecisões, julgamentos e paixões, tornando-se inesquecível. Seus planos sofrem uma reviravolta e sua vida fica de pernas para o ar, tudo o que ela não dese java inicialmente.

    Feminino. É claro que este livro é feminino, olha o título! Eu sei que é óbvio, mas o feminismo neste livro vai além do título. Acho que deu pra perceber na sinopse. Esse feminismo excessivo me incomodou um pouco no começo, principalmente quando ela começava a falar mal dos garotos. Nem todos são iguais, beleza? 
    A narrativa do livro é incrivelmente incrível, flui muito rápido e é super gostoso de ler. A trama é bem... morna? Aquela coisa que já vimos antes: garota, colegial, indecisão, garoto implicante, beijos e o final. Pelo menos é assim que eu enxerguei, mas isso não deixou de ser ligeiramente interessante. Mas esse tipo de romance não me agrada muito.
    Os personagens são até legais, a Natalie é cativante e parece ser o tipo de garota que se tornará presidente de uma grande companhia, e isso me agradou um pouco, afinal, a protagonista não é uma loira-gostosa-pegatodos. 
    O desenvolvimento do livro é tão morno quanto a trama, e eu não me surpreendi em nenhum momento, dá pra adivinhar o rumo da história e o final assim que aparecem os primeiros comflitos. O livro em geral até que passa uma mensagem legal, algo do tipo "as escolhas implicaram no futuro", mas nada além do que os nossos pais sempre nos dizem. 
    Voltando ao ponto do feminismo (algo que me irritou), acho que a autora tinha que ter pegado um pouco mais leve. Tudo bem, a narrativa é em primeira pessoa e mostra a visão da Natalie, mas uma garota tão determinada tinha que saber que os garotos do colegial não são brutamontes que tratam as garotas como pedaços de carne, pelo menos não a minoria. Sim, eu estou defendendo meu partido e isso gerou um pequeno conflito entre o livro e eu.
     Porém, apesar de tudo isso, eu recomendo o livro para as garotas e exclusivamente para garotas, não é o tipo adequado para garotos lerem. 

2 comentários:

Suellen on 13 de janeiro de 2012 21:47 disse...

Olá! Andei sumida mais apareci. Bem eu tenho o primeiro livro e ainda não tive tempo de ler, mas o lerei. Já o segundo acho que deve ter sido uma experiencia que a pessoa passou e acabou achando que todo mundo é assim, mas eu discordo. Adorei as duas resenhas e espero que o primeiro livro não me deixe chateada, pois amo conspirações.

Fábrica dos Convites on 29 de janeiro de 2012 22:56 disse...

Li a A Janela de Overton e confesso que esperava um pouco mais dele, mas é uma boa leitura.
Bjs, Rose.

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